quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os biocombustíveis podem causar um ‘surto’ de destruição das florestas tropicais úmidas














[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os agricultores, em diversas áreas dos trópicos, estão substituindo áreas de florestas por áreas agrícolas para produção de agrocombustíveis, conforme estudo realizado por Holly Gibbs, do Woods Institute for the Environment, da Universidade de Stanford.

“Se nós abastecemos nossos carros com biocombustíveis produzidos nos trópicos, teremos boas chances de estarmos ‘queimando’ florestas”, adverte a pesquisadora.

Políticas de incentivo à produção de biocombustíveis podem estar, inadvertidamente, contribuindo para o processo de mudanças climáticas.

As avaliações de Gibbs, no seu novo estudo, baseiam-se na análise detalhada de imagens de satélite recolhidas entre 1980 e 2000. O estudo é o primeiro a fazer essa caracterização detalhada dos percursos de expansão agrícola, ao longo de toda a região tropical.

Segundo a pesquisadora, os novos conhecimentos e informações podem contribuir para que sejam mais prudentes as futuras decisões políticas de incentivo e subsídios aos biocombustíveis.

Gibbs apresentou sua pesquisa na sexta-feira, 14/2, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science, instituição equivalente à nossa SBPC, durante o simpósio “Biofuels, Tropical Deforestation, and Climate Policy: Key Challenges and Opportunities.”

Com o clima ideal para o cultivo de biocombustíveis e uma abundância de terras aráveis, países tropicais como o Brasil, Indonésia e Malásia já respondem à crescente demanda por alimentos. A expansão também ocorre com os agrocombustíveis, a partir de culturas como cana de açúcar, soja e óleo de palma.

Por exemplo, a área de terras agrícolas dedicadas à produção de soja no Brasil cresce a uma taxa de quase 15% por ano desde 1990, o óleo de palma da Indonésia triplicou a produção durante a década de 1990 e, em seguida, duplicou novamente de 2000 a 2007. Estes dados foram coletados pela pesquisadora, a partir das imagens de satélites.

Estes aumentos são, em grande parte, devido à crescente demanda global por alimentos. No entanto, os cientistas têm motivos para suspeitar de que os biocombustíveis também têm um papel significativo na expansão recente das lavouras.

“Os biocombustíveis têm causado alarme por causa de quão rapidamente a produção tem sido crescente: A produção global de etanol aumentou quatro vezes e a produção de biodiesel aumentou 10 vezes entre 2000 e 2007″, disse Gibbs.

“Além disso, os subsídios agrícolas na Indonésia e nos Estados Unidos estão fornecendo incentivos adicionais para o aumento destas culturas.”

“As culturas que são mais valorizadas na atual geração de biocombustíveis, como o óleo de palma e cana de açúcar, também são as culturas mais adequadas a países tropicais”, acrescentou.

A conversão de florestas para a produção de agrocombustíveis é um tema polêmico, sobre o qual não há consenso entre os cientistas e pesquisadores.

Os estudos anteriores não tinham centrado suas avaliações na questão da origem das novas plantações, uma questão que tem sido uma fonte de intenso debate entre cientistas e decisores políticos tanto ao longo dos últimos anos.

Os produtores de biocombustíveis, em geral, indicam que a expansão das áreas de novas culturas, de soja ou óleo de palma, ocorre em terras degradadas ou que já haviam sido convertidas para produção agropecuária. Por outro lado, ambientalistas e alguns cientistas apontam a floresta amazônica ou as florestas tropicais do Sudeste Asiático como reais fontes de áreas para a expansão agrícola.

Segundo a pesquisadora, “Se os biocombustíveis são cultivados no local de florestas, nós estamos realmente emitindo uma enorme quantidade de carbono. Quando as árvores são cortadas para dar espaço para novas culturas, elas normalmente são queimadas, enviando seu carbono armazenado para a atmosfera como dióxido de carbono. Isso cria o que se chama uma dívida de carbono”. “Isso é porque o carbono emitido no desmatamento é muito maior do que o ‘sequestrado’, usando a atual geração de biocombustíveis.”

Na verdade, as florestas tropicais do mundo, são mais os eficientes armazéns de carbono, abrigando mais de 340 bilhões de toneladas, de acordo com a pesquisadora. Isto é equivalente a mais de 40 anos no valor global de emissões de dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis.

Pesquisas mais recentes, tal como a de Gibbs, demonstram que a dívida de carbono, a partir da redução das florestas tropicais, poderia levar vários séculos ou mesmo milênios de reembolso através de carbono produzida a partir da poupança resultante dos biocombustíveis.

Por outro lado, a plantação de biocombustíveis em terras agrícolas degradadas poderia ter um impacto ambiental global positivo.

Tanto o Brasil e a Indonésia possuem áreas significativas de terras degradadas. No Brasil, a área total pode ser tão grande como a Califórnia, que poderiam ser replantadas com culturas, diminuindo assim os encargos que recaem sobre as florestas.

Mas, de acordo com a pesquisadora, este é um desafio que não será atingido, sem novas políticas ou incentivos econômicos que viabilizem a recuperação destas áreas degradadas.

Isto acontece porque os agricultores que tentam converter terras degradadas em áreas de cultivo devem assumir os custos dos fertilizantes, desenvolver novas e melhores práticas de manejo do solo, para tornar estas áreas novamente produtivas, enquanto que os agricultores que produzem em áreas de floresta, freqüentemente, evitam esses encargos.

No entanto, em alguns casos, permitindo que as áreas degradadas sejam reconvertidas para áreas florestais, pode ser mais eficaz porque absorve mais carbono e presta mais serviços.

Segundo a pesquisadora as situações precisam ser avaliadas caso-a-caso. “Precisamos ter em mente que mais terras agrícolas serão necessárias para satisfazer as demandas globais de alimentos e agrocombustíveis, por isso, provavelmente, as melhores opções variam de acordo com a circunstância.”

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) mantém uma base de dados de imagens detalhadas de satélite, tomadas nos últimos 20 anos, através da Global Forest Resources Assessment, uma iniciativa que remonta a 1946. A FAO libera uma nova avaliação global a cada 10 anos.

Trabalhando em estreita colaboração com a FAO, Gibbs analisou os dados de satélite para mais de 100 áreas selecionadas aleatoriamente entre os trópicos. Comparando as imagens captadas por satélite de cada área específica, em 1980, 1990 e 2000, Gibbs foi capaz de ver claramente se foram áreas de expansão de culturas e, em caso afirmativo, o que elas estavam substituindo.

Ela analisou mais de 600 imagens por satélite da FAO e outras organizações, e observou uma tendência clara: “O que descobrimos foi que efetivamente as florestas foram a principal fonte para novas plantações, que se expandiram através dos trópicos durante a década de 1980 e 1990. Então a expansão das áreas agrícolas, para o biocombustíveis, pastos ou culturas alimentares, sem dúvida foi, essencialmente, através de desmatamento de áreas florestais e, tudo indica, que esta tendência irá continuar.”

Por exemplo, os dados revelam que entre 1980 e 2000, mais da metade das novas lavouras vieram de florestas intactas e outro de 30% das florestas parcialmente desmatadas, “Isto é contrário ao que alguns defensores dos biocombustíveis têm sugerido que está ocorrendo hoje”, disse ela.

“Esta é uma preocupação importante para o ambiente global”, disse Gibbs. “Ao olharmos para os biocombustíveis, visando ajudar a reduzir as mudanças climáticas, temos de considerar as florestas tropicais e savanas que podem estar no ‘caminho’ da expansão dos biocombustíveis agrícolas”.

A FAO está em processo de coleta e interpretação dos dados para a década atual e isso será importante para fornecer informações mais recentes sobre a expansão das plantações, que ocorrem em meio à ‘explosão’ dos agrocombustíveis

Embora Gibbs reconheça que os biocombustíveis têm certos inconvenientes, incluindo aqueles documentados no seu estudo, ela não se opõe ao seu uso regulamentado. “Penso que os biocombustíveis podem ter um lugar crucial no nosso futuro plano energético”. “Mas do jeito que estamos indo atualmente isto pode ter um monte de consequências imprevistas”.

Segundo a pesquisadora, as políticas públicas devem considerar cuidadosamente as consequências de qualquer plano energético, para ter certeza de proteger o carbono armazenado nas florestas tropicais, enquanto reduzimos as nossas emissões a partir de combustíveis fósseis

[EcoDebate, 16/02/2009, com informações de Louis Bergeron, da Stanford University]

Derretimento das geleiras: Após polêmica sobre Himalaia, estudo aponta aceleração do fenômeno

Relatório confirma derretimento de geleira – As geleiras em todo o mundo continuam a derreter em alta velocidade e muitas delas devem desaparecer até a metade deste século, afirmou documento [Preliminary mass balance data 2007/08] divulgado nesta semana pelo Serviço de Monitoramento Mundial de Geleiras (World Glacier Monitoring Service, WGMS, em inglês).

O anúncio dos resultados do último ano do monitoramento em nove cordilheiras de quatro continentes chega em um momento em que dúvidas foram lançadas sobre o quanto os cientistas que estudam o clima teriam exagerado no que diz respeito ao derretimento de geleiras, que indica o quanto o planeta estaria se aquecendo. Reportagem no The Guardian.

Na semana passada, o responsável pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o indiano Rajendra Pachauri, pediu desculpas por um parágrafo em seu relatório de 2007 que alertava para um risco “muito alto” de que os glaciares do Himalaia desapareceriam em torno de 2035. Os dados estavam errados.

Entretanto, o diretor do WGMS, Wilfried Haeberli, disse que os últimos resultados indicam que a maioria das geleiras continuou a derreter em taxas historicamente altas. “É menos extremo que nos anos imediatamente anteriores, mas o que realmente importa é que a tendência dos últimos dez anos mostra uma aceleração ininterrupta do derretimento.”

Segundo ele, as mais vulneráveis estão nos Alpes, nos Pireneus, nos Andes e nas Rochosas.

Reportagem do The Guardian, no Estadao.com.br.

Rio São Francisco terá duas usinas nucleares, artigo de Aroldo Cangussu



[EcoDebate] O jornal Folha de São Paulo do dia 15 de janeiro de 2010, no seu caderno Dinheiro, informa que o programa nuclear brasileiro prevê a construção de quatro usinas até 2030, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. A definição da localização será, como sempre, política e deve sair até março de 2010.

Os estudos técnicos que serão levados para a decisão apontam que as duas usinas nordestinas ficarão localizadas às margens do Rio São Francisco. Segundo a Folha, as áreas próximas ao litoral foram descartadas por causa da existência de grandes reservatórios subterrâneos de água.

Nós, moradores da bacia do Rio São Francisco, já vemos a luz amarela se acender. Estamos acostumados a só receber notícias desagradáveis sobre impactos negativos ao meio ambiente na região, por isso ficamos receosos quando lemos algo assim.

O Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, atravessa o estado da Bahia e deságua no oceano Atlântico na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe. Além disso, a sua bacia engloba ainda o Distrito Federal, Goiás e Pernambuco.

Como se trata de investimentos de bilhões de dólares, os governadores dos estados envolvidos estão disputando a tapas estas obras. A escolha do local levará em conta os estudos técnicos e também critérios políticos.

A construção de usinas nucleares às margens do Rio São Francisco já havia sido estimulada no passado pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Os principais argumentos foram a disponibilidade de água e a necessidade de investimentos na região.

Entretanto, a presença de aqüíferos subterrâneos pode condenar a instalação de usinas nucleares, mas, elas precisam de grande oferta de água para o resfriamento do combustível usado, à base de urânio enriquecido. Outros fatores técnicos são levados também em consideração: estrutura geológica estável, proximidades de linhas de transmissão de energia, baixa concentração populacional e condições adequadas de infraestrutura, principalmente estradas (Folha de São Paulo, 15/01/2010).

O Rio São Francisco é um rio quase todo “cortado” por grandes hidrelétricas e alguns estudos realizados anteriormente indicam que sua vazão diminuiu ao longo do tempo (não comprovados). Além disso, ainda existe o projeto da transposição e, também, o Projeto Jaíba que retira uma considerável quantidade de água dele.

Vamos ver se o nosso velho Chico dará conta de tudo isto.

* Aroldo Cangussu é engenheiro e ex-secretário de meio ambiente de Janaúba e atual coordenador adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográfica.

SERÁ UMA BOA RESPOSTA PARA A PRODUÇÃO DE ETANOL??



Uma pequena planta aquática pode ser a resposta para descontaminar a água e produzir etanol


[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores da North Carolina State University descobriram que uma pequena planta aquática é capaz de limpar a água de resíduos animais e industriais, sendo uma possível alternativa também para a produção de biocombustível.

A pequena planta aquática Spirodela polyrrhiza,“duckweed”, no Brasil conhecida como “lentilha d’água”, de acordo com os pesquisadores, para fins de produção de etanol, possui uma produtividade 6 vezes maior do que o milho.

O milho, insumo principal de produção de etanol nos EUA, exige pesados subsídios para manter-se competitivo e, ao mesmo tempo, recebe severas críticas pela redução da produção destinada à alimentação. Neste sentido já existem diversas pesquisas, inclusive de etanol celulósico, visando a substituição do milho.

A “lentilha d’água” parece uma alternativa promissora, com vantagens adicionais pelo seu potencial de redução de poluentes orgânicos na água.

Como muitas outras plantas aquáticas, tais como a aguapé, a “lentilha d’água” prolifera em águas ricas em nutrientes orgânicos, retirando estes nutrientes da água, o que permite ser utilizadas em sistemas de tratamento para produção de água de reuso.

Em águas excessivamente contaminadas com nitrogênio, de fertilizantes, ou com efluentes orgânicos do esgoto doméstico, estas plantas podem atingir a dimensão de uma “praga’. No entanto, agora, podem ter grande utilidade.

Utilizada em larga escala em “lagoas” para tratamento biológico da água, também produziria biomassa para a produção de etanol.

É, até agora, a alternativa mais ‘amigável’ ao meio ambiente, das que já foram formalmente pesquisadas para produção de biocombustíveis.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

TURNÊ DO U2, QUE AINDA CORRE O MUNDO, EMITIRÁ QUANTIDADES MONSTRUOSAS DE CO2

Notícia publicada na revista Planeta - Set/09 (Pág. 18)

65 Mil toneladas de CO2. Essa é a quantidade do gás que a U2 360º, famosa turnê da banda U2, emitirá durante os seus 18 meses percorrendo o mundo. O grupo viaja em um jato particular e os Shows incluem 3 palcos de 390 toneladas e 200 pessoas nos bastidores. Só para ser ter uma idéia do que isso reprsenta, as emissões da turnê seriam suficientes para ir e vir ao planeta marte.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Fazenda de gado é desapropriada por danos ambientais

Pela segunda vez no Brasil uma fazenda foi desapropriada por danos ambientais. De acordo com a Constituição, os donos de terras podem ter suas áreas desapropriadas caso não cumpram a função social de prezar pela produtividade, pelo respeito ao meio ambiente, pelo bem-estar dos trabalhadores e pela boa relação entre patrões e empregados. A primeira perda de posse devido o descumprimento das leis ambientais aconteceu no ano passado em uma fazenda de Minas Gerais.

A fazenda de gado Escalada do Norte, que fica em Rio Maria, no sudeste do Pará, e que será destinada a reforma agrária, foi desapropriada devido ao desmatamento ilegal de 174 hectares em áreas de preservação permanente para plantio de pasto.

A relação estreita entre pecuária e desmatamento não é recente, já que a criação de gado é há anos a maior ameaça a floresta Amazônica. Pensando nisso, em 2009, o Greenpeace lançou o relatório “A farra do boi na Amazônia”, que aponta empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e sua relação com produtos comercializados no mercado internacional. Para piorar, mostra como o governo brasileiro, via BNDES, financia toda essa destruição. Assim, os frigoríficos localizados principalmente no Pará e no Mato Grosso recebem dinheiro público para expandir seus negócios incentivando o crescimento da pecuária dentro da Amazônia legal.

De olho nestes crimes, o Ministério Público do Pará processou várias fazendas e o frigorífico Bertin pelo não cumprimento de leis ambientais. Como forma de se adequar a lei, os donos destes estabelecimentos assinaram então com a Justiça do Pará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece que os frigoríficos não irão mais comprar gado de fazendas com desmatamento recentes. Já as fazendas se comprometem em adotar um sistema eletrônico de monitoramento do gado e o cadastramento das propriedades.

A partir da implementação desse critério de desapropriação até então inédito na justiça, o desafio que fica é impedir que os assentados desmatem ainda mais a área, caso não tenham incentivo financeiro e apoio social para a implementação de atividades sustentáveis.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Projeto em defesa da conservação da mata atlântica vai à Teresópolis

A Fundação SOS Mata Atlântica reiniciou em Teresópolis (região serrana fluminense) o projeto A Mata Atlântica É Aqui. Trata-se de uma exposição itinerante que tem objetivo de incentivar a conservação do bioma da região.

O projeto fica na cidade até o próximo domingo (17).

Desde maio do ano passado, a exposição viajou por 40 cidades brasileiras, oferecendo atividades gratuitas e conscientização ambiental, para crianças e adultos.

Entre essas atividades estão palestras, jogos educativos, análise de água, debates, exibição de vídeos, entre outras.

A exposição está instalada na Praça Olímpica de Teresópolis.

No próximo sábado, a partir das 14h, o ator Marcos Palmeira participa do evento, a partir de um bate-papo ambiental para falar sobre a integração do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) com a Fazenda Vale das Palmeiras, que o ator mantém na região serrana, em parceria com o engenheiro agrônomo Aly Ndiaye.

De acordo com a ONG, 93% do território original da mata atlântica já foi devastado.

Fonte: Agência Brasil
Data: 14/1/2010 18:42:47

Operação da PF apreende mais de 300 pássaros em Petrópolis

RIO - Policiais federais da Delegacia em Nova Iguaçu e do Posto da PF em Petrópolis prenderam, entre domingo e esta terça-feira, cinco pessoas, autuadas por receptação e crime ambiental, e apreenderam mais de 300 animais durante operação de repressão ao tráfico de aves silvestres.

As investigações mostraram que pessoas em Petrópolis caçavam as aves, repassavam-nas a intermediários, que em seguida as revendiam a interessados da Baixada Fluminense. A operação da PF foi batizada de Sporophila, nome científico da ave conhecida como "pichanchãos", que está em extinsão e compõe a maior parte dos animais apreendidos, além de "bicos de pimenta" e "trinca ferro".

Quase todos os animais encontrados foram devolvidos à natureza, sendo que alguns exemplares foram encaminhados ao IBAMA para verificação das anilhas.

Fonte: O Globo
Data: 13/1/2010 05:46:07