terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Acordo climático pode não sair em 2010, diz ONU

As negociações climáticas globais podem adentrar 2011 depois do relativo fracasso da conferência de Copenhague no mês passado, disseram na sexta-feira o chefe climático da ONU e a nova ministra dinamarquesa para o clima. A conferência de Copenhague deveria ter definido um novo tratado climático global para substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2012, mas o encontro terminou apenas com uma declaração de caráter político.

Yvo de Boer, chefe do secretariado climático da ONU, disse que não há garantias tampouco de que o novo tratado será aprovado no México, cenário da próxima reunião ministerial sobre o tema, em dezembro. "Se podemos alcançar um acordo no México ou se precisaremos de um tempo a mais é algo que resta por ver, e ficará claro ao longo do ano", disse Boer, que participa na Suíça da reunião anual do Fórum Econômico Mundial.

Executivos participantes do evento disseram, no entanto, que há interesse em investir em tecnologias de baixa emissão de carbono a despeito dos resultados das negociações globais. Para De Boer, "uma das lições de Copenhague foi não apressar, usar o tempo necessário para obter o pleno envolvimento de todos os países e assegurar que as pessoas estão confiantes no que está sendo definido".

A falta de confiança entre os governos e a crise econômica global complicam a busca por um acordo. Na quinta-feira, o principal negociador climático da Índia, Sham Saran, disse que o mundo "provavelmente não" irá definir um tratado ambicioso neste ano se não houver melhorias econômicas.

O impasse no mês passado ocorreu principalmente por causa da relutância dos grandes países emergentes em assumirem metas de redução de emissões de gases-estufa, e da falta de acordo sobre mecanismos financeiros e tecnológicos para ajudar países pobres a se adaptarem à mudança climática. A Dinamarca mantém a presidência do processo climático da ONU até o encontro de dezembro em Cancún. A nova ministra do Clima do país nórdico, Lykke Friis, admitiu que é cedo para falar em sucesso no México.

"A meta final é alcançar um acordo de cumprimento juridicamente obrigatório, mas é cedo para dizer se isso ocorrerá no México. Ninguém tem o plano de jogo completo para chegar a Cancún, é isso que estamos tentando encontrar agora". A Dinamarca ainda não sabe, por exemplo, com que valor cada país industrializado contribuiria para o fundo de US$ 30 bilhões destinado a ajudar os países pobres a combaterem a mudança climática no período 2010-12, conforme ficou acertado no texto final da conferência de Copenhague.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, disse que "a falta de consenso está relacionada aos problemas econômicos em cada nação, porque há custos econômicos associados à tarefa de enfrentar a mudança climática". "Queremos em Cancún um acordo robusto, abrangente e substancial", disse ele. "Precisamos tentar aprender com nossos erros (...), precisamos devolver a confiança entre as partes".

De Boer afirmou que os países devem marcar reuniões técnicas adicionais neste ano, além das duas já previstas para Bonn, em junho, e para o México. Ele se disse "muito contente" por receber na quinta-feira a confirmação de que os EUA haviam cumprido o prazo de 31 de janeiro para formalizar suas propostas de redução das emissões, cifras que devem constar no Acordo de Copenhague, que não terá caráter obrigatório.

Fonte: Reuters
Data: 29/1/2010 21:51:57

Mais de 80 países apresentam metas para o clima

Mais de 80 países subscreveram o chamado "Acordo de Copenhague" para o combate à mudança climática, mas China, Índia, Rússia e Brasil, entre outros, ainda não deixaram claro se irão aderir formalmente ao tratado, segundo documentos divulgados pela ONU nesta quarta-feira. O Secretariado de Mudança Climática da ONU escreveu em 18 de janeiro a todos os países pedindo a eles que informassem até 31 de janeiro se gostariam de se "associar" formalmente ao tratado, que não conseguiu ser aprovado por consenso entre os 194 países participantes da cúpula climática de dezembro na capital dinamarquesa.

O acordo, definido inicialmente por EUA e países emergentes, adotava o dia 31 de janeiro como prazo para que os países apresentassem suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa com validade até 2020. A ONU diz, no entanto, que o prazo é flexível e que outros países ainda podem se manifestar. Cartas oficiais divulgadas na quarta-feira pelo site da ONU mostram que todos os principais países emissores de gases do efeito estufa ¿ inclusive China, EUA, Rússia e Índia - apresentaram suas propostas.

Mas alguns emergentes não informaram se irão se associar formalmente ao tratado, o que faria com que fossem listados no topo do documento oficial. Os governos de China, Índia e outros países não querem que o "Acordo de Copenhague" se sobreponha à Convenção Climática da ONU de 1992, que estabelece exigências apenas para os países ricos. O Acordo de Copenhague adota como meta limitar o aquecimento global médio a 2°C acima dos níveis pré-industriais, junto com a criação de um fundo global de 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para a ajuda climática a países pobres.

A seguir, detalhes de alguns planos nacionais publicados no site do Secretariado de Mudança Climática da ONU. O asterisco (*) indica países que já declararam sua intenção de se associar formalmente ao tratado. *EUA
Prometem redução "na faixa" de 17% por cento em relação aos níveis de 2005, o que significa uma redução de 4% em relação a 1990, ano-base das negociações.

*União Europeia
O bloco de 27 países fará um corte unilateral de 20% em relação aos níveis de 1990, ou de 30% dependendo das promessas de outros governos.

Rússia
Promete reduções de 15 a 25% em relação aos níveis de 1990.

China:
Vai se empenhar em reduzir de 40 a 45% a quantidade de carbono gerada por cada unidade da produção econômica, em comparação aos níveis de 1990. Essa meta de "intensidade de carbono" permite que as emissões continuem subindo, mas em níveis inferiores ao crescimento econômico do país.

Índia
Promete se empenhar em reduzir a "intensidade de carbono" do seu PIB em 20 a 25 por cento, em relação a 2005.

Brasil
Pretende cortar as emissões de 36,1 a 38,9% abaixo dos níveis habituais, com medidas como redução do desmatamento das florestas, aumento da eficiência energética e maior uso da energia hidrelétrica. O governo brasileiro diz ter tido "uma participação ativa" na negociação do acordo.

*África do Sul
Vai reduzir suas emissões em 34% abaixo dos níveis habituais projetados para 2020, e em 42% abaixo dos níveis projetados para 2025. Uma fonte oficial havia declarado que a África do Sul já se considerava "associada" ao acordo, por ter sido um dos países que participaram da sua negociação.

Fonte: Reuters
Data: 4/2/2010 04:59:17

Degelo do Ártico está acontecendo mais rápido que o esperado

O gelo do Ártico está desaparecendo em um ritmo mais rápido do que o esperado, segundo estudo publicado neste sábado por pesquisadores canadenses após mais de dois anos de estudos no extremo Norte do planeta.

O estudo, realizado pelo grupo Circumpolar Flaw Lead (CFL), foi iniciado em julho de 2007, e contou com a participação de 300 cientistas de todo o mundo.

Enquanto o CFL divulga seu estudo, outra organização, o Grupo Meio Ambiental Pew, divulgou um relatório no qual destaca que o custo do desaparecimento do gelo no Ártico será de US$ 2.400 trilhões até 2050.

O relatório do Pew, o primeiro que quantifica o custo do derretimento das regiões árticas, assinala que só este ano o desaparecimento do gelo custará entre US$ 61 bilhões e US$ 371 bilhões.

Uma das principais conclusões dos pesquisadores do CFL, capitaneados pelo professor da Universidade de Manitoba (Canadá) David Barber, é que o derretimento mais rápido do gelo no Ártico está afetando o ecossistema marinho.

Os cientistas também comprovaram que os níveis de poluentes, como mercúrio e DDT, estão aumentando, por conta da mudança climática.

Outra mudança observada é o aumento na intensidade e no número de ocorrência de tempestades à medida que o gelo derrete.

Fonte: Efe
Data: 6/2/2010 21:53:12

UE quer proibir comércio internacional de atum vermelho em 2011

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, defendeu a inclusão do atum vermelho na lista de espécies ameaçadas de extinção nesta segunda-feira (22), com o objetivo de proibir o comércio internacional deste peixe, muito apreciado pelos japoneses, já em 2011.

"Não resta outra escolha que não seja agir agora e propor a proibição do comércio internacional do atum vermelho", declarou o comissário europeu de Meio Ambiente, Janez Potocnik.

Os 27 Estados-membros da União Europeia agora precisam se pronunciar sobre a recomendação de Bruxelas. Se a aceitarem, deverá ser aprovada pela CITES, organismo afiliado à ONU encarregado de proteger as espécies ameaçadas, o que equivaleria a um veto de fato sobre o comércio internacional do atum vermelho, vítima da pesca excessiva.

Os japoneses consomem 80% do atum vermelho pescado no planeta. Nesta segunda-feira, Tóquio destacou que se opõe a qualquer veto à pesca e ao comércio da espécie.

Entre 1957 e 2007, as reservas de atum vermelho diminuíram 75%, segundo grupos de defesa do meio ambiente.

Fonte: France Presse
Data: 23/2/2010 05:19:31

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Criação da 1ª Promotoria de Defesa Animal - PARTICIPE!




22/02/2010

PARTICIPE! ASSINE A PETIÇÃO ABAIXO:

http://www.sentiens.net/index.php?option=com_petitions&view=petition&id=5&Itemid=33


Lançamos aqui a campanha pela criação da primeira Promotoria de Defesa Animal do país, na capital paulista, certos de que esta iniciativa pioneira suscitará demanda pela criação de muitas outras promotorias dedicadas à defesa animal em todo o país.

É inegável e fundamental a importância do Ministério Público, uma instituição oficial, independente e autônoma, que age na defesa da ordem jurídica, do regime democrático, na defesa dos direitos sociais, como os relacionados à educação, à saúde, ao meio ambiente, aos idosos, às crianças e adolescentes, às pessoas portadoras de deficiência, bem como pela fiel observância das leis e da Constituição.

Uma instituição com esta relevância social e poder não pode ficar alheia às atrocidades diárias cometidas contra os animais não-humanos e à impunidade que prevalece em relação aos crimes perpetrados contra estes seres sensíveis.

Participe!

Assine a petição para que o Ministério Público apresente projeto de lei para a criação da Promotoria de Defesa Animal. E para que os senhores deputados estaduais o aprovem.

Fonte: http://www.sentiens.net/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

WWF BRASIL CONVOCA PARA A HORA DO PLANETA 2010




Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.

No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2oC, como preconizado pela comunidade científica.

Veja como foi a Hora do Planeta 2009.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os biocombustíveis podem causar um ‘surto’ de destruição das florestas tropicais úmidas














[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os agricultores, em diversas áreas dos trópicos, estão substituindo áreas de florestas por áreas agrícolas para produção de agrocombustíveis, conforme estudo realizado por Holly Gibbs, do Woods Institute for the Environment, da Universidade de Stanford.

“Se nós abastecemos nossos carros com biocombustíveis produzidos nos trópicos, teremos boas chances de estarmos ‘queimando’ florestas”, adverte a pesquisadora.

Políticas de incentivo à produção de biocombustíveis podem estar, inadvertidamente, contribuindo para o processo de mudanças climáticas.

As avaliações de Gibbs, no seu novo estudo, baseiam-se na análise detalhada de imagens de satélite recolhidas entre 1980 e 2000. O estudo é o primeiro a fazer essa caracterização detalhada dos percursos de expansão agrícola, ao longo de toda a região tropical.

Segundo a pesquisadora, os novos conhecimentos e informações podem contribuir para que sejam mais prudentes as futuras decisões políticas de incentivo e subsídios aos biocombustíveis.

Gibbs apresentou sua pesquisa na sexta-feira, 14/2, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science, instituição equivalente à nossa SBPC, durante o simpósio “Biofuels, Tropical Deforestation, and Climate Policy: Key Challenges and Opportunities.”

Com o clima ideal para o cultivo de biocombustíveis e uma abundância de terras aráveis, países tropicais como o Brasil, Indonésia e Malásia já respondem à crescente demanda por alimentos. A expansão também ocorre com os agrocombustíveis, a partir de culturas como cana de açúcar, soja e óleo de palma.

Por exemplo, a área de terras agrícolas dedicadas à produção de soja no Brasil cresce a uma taxa de quase 15% por ano desde 1990, o óleo de palma da Indonésia triplicou a produção durante a década de 1990 e, em seguida, duplicou novamente de 2000 a 2007. Estes dados foram coletados pela pesquisadora, a partir das imagens de satélites.

Estes aumentos são, em grande parte, devido à crescente demanda global por alimentos. No entanto, os cientistas têm motivos para suspeitar de que os biocombustíveis também têm um papel significativo na expansão recente das lavouras.

“Os biocombustíveis têm causado alarme por causa de quão rapidamente a produção tem sido crescente: A produção global de etanol aumentou quatro vezes e a produção de biodiesel aumentou 10 vezes entre 2000 e 2007″, disse Gibbs.

“Além disso, os subsídios agrícolas na Indonésia e nos Estados Unidos estão fornecendo incentivos adicionais para o aumento destas culturas.”

“As culturas que são mais valorizadas na atual geração de biocombustíveis, como o óleo de palma e cana de açúcar, também são as culturas mais adequadas a países tropicais”, acrescentou.

A conversão de florestas para a produção de agrocombustíveis é um tema polêmico, sobre o qual não há consenso entre os cientistas e pesquisadores.

Os estudos anteriores não tinham centrado suas avaliações na questão da origem das novas plantações, uma questão que tem sido uma fonte de intenso debate entre cientistas e decisores políticos tanto ao longo dos últimos anos.

Os produtores de biocombustíveis, em geral, indicam que a expansão das áreas de novas culturas, de soja ou óleo de palma, ocorre em terras degradadas ou que já haviam sido convertidas para produção agropecuária. Por outro lado, ambientalistas e alguns cientistas apontam a floresta amazônica ou as florestas tropicais do Sudeste Asiático como reais fontes de áreas para a expansão agrícola.

Segundo a pesquisadora, “Se os biocombustíveis são cultivados no local de florestas, nós estamos realmente emitindo uma enorme quantidade de carbono. Quando as árvores são cortadas para dar espaço para novas culturas, elas normalmente são queimadas, enviando seu carbono armazenado para a atmosfera como dióxido de carbono. Isso cria o que se chama uma dívida de carbono”. “Isso é porque o carbono emitido no desmatamento é muito maior do que o ‘sequestrado’, usando a atual geração de biocombustíveis.”

Na verdade, as florestas tropicais do mundo, são mais os eficientes armazéns de carbono, abrigando mais de 340 bilhões de toneladas, de acordo com a pesquisadora. Isto é equivalente a mais de 40 anos no valor global de emissões de dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis.

Pesquisas mais recentes, tal como a de Gibbs, demonstram que a dívida de carbono, a partir da redução das florestas tropicais, poderia levar vários séculos ou mesmo milênios de reembolso através de carbono produzida a partir da poupança resultante dos biocombustíveis.

Por outro lado, a plantação de biocombustíveis em terras agrícolas degradadas poderia ter um impacto ambiental global positivo.

Tanto o Brasil e a Indonésia possuem áreas significativas de terras degradadas. No Brasil, a área total pode ser tão grande como a Califórnia, que poderiam ser replantadas com culturas, diminuindo assim os encargos que recaem sobre as florestas.

Mas, de acordo com a pesquisadora, este é um desafio que não será atingido, sem novas políticas ou incentivos econômicos que viabilizem a recuperação destas áreas degradadas.

Isto acontece porque os agricultores que tentam converter terras degradadas em áreas de cultivo devem assumir os custos dos fertilizantes, desenvolver novas e melhores práticas de manejo do solo, para tornar estas áreas novamente produtivas, enquanto que os agricultores que produzem em áreas de floresta, freqüentemente, evitam esses encargos.

No entanto, em alguns casos, permitindo que as áreas degradadas sejam reconvertidas para áreas florestais, pode ser mais eficaz porque absorve mais carbono e presta mais serviços.

Segundo a pesquisadora as situações precisam ser avaliadas caso-a-caso. “Precisamos ter em mente que mais terras agrícolas serão necessárias para satisfazer as demandas globais de alimentos e agrocombustíveis, por isso, provavelmente, as melhores opções variam de acordo com a circunstância.”

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) mantém uma base de dados de imagens detalhadas de satélite, tomadas nos últimos 20 anos, através da Global Forest Resources Assessment, uma iniciativa que remonta a 1946. A FAO libera uma nova avaliação global a cada 10 anos.

Trabalhando em estreita colaboração com a FAO, Gibbs analisou os dados de satélite para mais de 100 áreas selecionadas aleatoriamente entre os trópicos. Comparando as imagens captadas por satélite de cada área específica, em 1980, 1990 e 2000, Gibbs foi capaz de ver claramente se foram áreas de expansão de culturas e, em caso afirmativo, o que elas estavam substituindo.

Ela analisou mais de 600 imagens por satélite da FAO e outras organizações, e observou uma tendência clara: “O que descobrimos foi que efetivamente as florestas foram a principal fonte para novas plantações, que se expandiram através dos trópicos durante a década de 1980 e 1990. Então a expansão das áreas agrícolas, para o biocombustíveis, pastos ou culturas alimentares, sem dúvida foi, essencialmente, através de desmatamento de áreas florestais e, tudo indica, que esta tendência irá continuar.”

Por exemplo, os dados revelam que entre 1980 e 2000, mais da metade das novas lavouras vieram de florestas intactas e outro de 30% das florestas parcialmente desmatadas, “Isto é contrário ao que alguns defensores dos biocombustíveis têm sugerido que está ocorrendo hoje”, disse ela.

“Esta é uma preocupação importante para o ambiente global”, disse Gibbs. “Ao olharmos para os biocombustíveis, visando ajudar a reduzir as mudanças climáticas, temos de considerar as florestas tropicais e savanas que podem estar no ‘caminho’ da expansão dos biocombustíveis agrícolas”.

A FAO está em processo de coleta e interpretação dos dados para a década atual e isso será importante para fornecer informações mais recentes sobre a expansão das plantações, que ocorrem em meio à ‘explosão’ dos agrocombustíveis

Embora Gibbs reconheça que os biocombustíveis têm certos inconvenientes, incluindo aqueles documentados no seu estudo, ela não se opõe ao seu uso regulamentado. “Penso que os biocombustíveis podem ter um lugar crucial no nosso futuro plano energético”. “Mas do jeito que estamos indo atualmente isto pode ter um monte de consequências imprevistas”.

Segundo a pesquisadora, as políticas públicas devem considerar cuidadosamente as consequências de qualquer plano energético, para ter certeza de proteger o carbono armazenado nas florestas tropicais, enquanto reduzimos as nossas emissões a partir de combustíveis fósseis

[EcoDebate, 16/02/2009, com informações de Louis Bergeron, da Stanford University]