Relatório confirma derretimento de geleira – As geleiras em todo o mundo continuam a derreter em alta velocidade e muitas delas devem desaparecer até a metade deste século, afirmou documento [Preliminary mass balance data 2007/08] divulgado nesta semana pelo Serviço de Monitoramento Mundial de Geleiras (World Glacier Monitoring Service, WGMS, em inglês).
O anúncio dos resultados do último ano do monitoramento em nove cordilheiras de quatro continentes chega em um momento em que dúvidas foram lançadas sobre o quanto os cientistas que estudam o clima teriam exagerado no que diz respeito ao derretimento de geleiras, que indica o quanto o planeta estaria se aquecendo. Reportagem no The Guardian.
Na semana passada, o responsável pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o indiano Rajendra Pachauri, pediu desculpas por um parágrafo em seu relatório de 2007 que alertava para um risco “muito alto” de que os glaciares do Himalaia desapareceriam em torno de 2035. Os dados estavam errados.
Entretanto, o diretor do WGMS, Wilfried Haeberli, disse que os últimos resultados indicam que a maioria das geleiras continuou a derreter em taxas historicamente altas. “É menos extremo que nos anos imediatamente anteriores, mas o que realmente importa é que a tendência dos últimos dez anos mostra uma aceleração ininterrupta do derretimento.”
Segundo ele, as mais vulneráveis estão nos Alpes, nos Pireneus, nos Andes e nas Rochosas.
Reportagem do The Guardian, no Estadao.com.br.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Rio São Francisco terá duas usinas nucleares, artigo de Aroldo Cangussu

[EcoDebate] O jornal Folha de São Paulo do dia 15 de janeiro de 2010, no seu caderno Dinheiro, informa que o programa nuclear brasileiro prevê a construção de quatro usinas até 2030, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. A definição da localização será, como sempre, política e deve sair até março de 2010.
Os estudos técnicos que serão levados para a decisão apontam que as duas usinas nordestinas ficarão localizadas às margens do Rio São Francisco. Segundo a Folha, as áreas próximas ao litoral foram descartadas por causa da existência de grandes reservatórios subterrâneos de água.
Nós, moradores da bacia do Rio São Francisco, já vemos a luz amarela se acender. Estamos acostumados a só receber notícias desagradáveis sobre impactos negativos ao meio ambiente na região, por isso ficamos receosos quando lemos algo assim.
O Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, atravessa o estado da Bahia e deságua no oceano Atlântico na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe. Além disso, a sua bacia engloba ainda o Distrito Federal, Goiás e Pernambuco.
Como se trata de investimentos de bilhões de dólares, os governadores dos estados envolvidos estão disputando a tapas estas obras. A escolha do local levará em conta os estudos técnicos e também critérios políticos.
A construção de usinas nucleares às margens do Rio São Francisco já havia sido estimulada no passado pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Os principais argumentos foram a disponibilidade de água e a necessidade de investimentos na região.
Entretanto, a presença de aqüíferos subterrâneos pode condenar a instalação de usinas nucleares, mas, elas precisam de grande oferta de água para o resfriamento do combustível usado, à base de urânio enriquecido. Outros fatores técnicos são levados também em consideração: estrutura geológica estável, proximidades de linhas de transmissão de energia, baixa concentração populacional e condições adequadas de infraestrutura, principalmente estradas (Folha de São Paulo, 15/01/2010).
O Rio São Francisco é um rio quase todo “cortado” por grandes hidrelétricas e alguns estudos realizados anteriormente indicam que sua vazão diminuiu ao longo do tempo (não comprovados). Além disso, ainda existe o projeto da transposição e, também, o Projeto Jaíba que retira uma considerável quantidade de água dele.
Vamos ver se o nosso velho Chico dará conta de tudo isto.
* Aroldo Cangussu é engenheiro e ex-secretário de meio ambiente de Janaúba e atual coordenador adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográfica.
SERÁ UMA BOA RESPOSTA PARA A PRODUÇÃO DE ETANOL??

Uma pequena planta aquática pode ser a resposta para descontaminar a água e produzir etanol
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores da North Carolina State University descobriram que uma pequena planta aquática é capaz de limpar a água de resíduos animais e industriais, sendo uma possível alternativa também para a produção de biocombustível.
A pequena planta aquática Spirodela polyrrhiza,“duckweed”, no Brasil conhecida como “lentilha d’água”, de acordo com os pesquisadores, para fins de produção de etanol, possui uma produtividade 6 vezes maior do que o milho.
O milho, insumo principal de produção de etanol nos EUA, exige pesados subsídios para manter-se competitivo e, ao mesmo tempo, recebe severas críticas pela redução da produção destinada à alimentação. Neste sentido já existem diversas pesquisas, inclusive de etanol celulósico, visando a substituição do milho.
A “lentilha d’água” parece uma alternativa promissora, com vantagens adicionais pelo seu potencial de redução de poluentes orgânicos na água.
Como muitas outras plantas aquáticas, tais como a aguapé, a “lentilha d’água” prolifera em águas ricas em nutrientes orgânicos, retirando estes nutrientes da água, o que permite ser utilizadas em sistemas de tratamento para produção de água de reuso.
Em águas excessivamente contaminadas com nitrogênio, de fertilizantes, ou com efluentes orgânicos do esgoto doméstico, estas plantas podem atingir a dimensão de uma “praga’. No entanto, agora, podem ter grande utilidade.
Utilizada em larga escala em “lagoas” para tratamento biológico da água, também produziria biomassa para a produção de etanol.
É, até agora, a alternativa mais ‘amigável’ ao meio ambiente, das que já foram formalmente pesquisadas para produção de biocombustíveis.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
TURNÊ DO U2, QUE AINDA CORRE O MUNDO, EMITIRÁ QUANTIDADES MONSTRUOSAS DE CO2
Notícia publicada na revista Planeta - Set/09 (Pág. 18)
65 Mil toneladas de CO2. Essa é a quantidade do gás que a U2 360º, famosa turnê da banda U2, emitirá durante os seus 18 meses percorrendo o mundo. O grupo viaja em um jato particular e os Shows incluem 3 palcos de 390 toneladas e 200 pessoas nos bastidores. Só para ser ter uma idéia do que isso reprsenta, as emissões da turnê seriam suficientes para ir e vir ao planeta marte.
65 Mil toneladas de CO2. Essa é a quantidade do gás que a U2 360º, famosa turnê da banda U2, emitirá durante os seus 18 meses percorrendo o mundo. O grupo viaja em um jato particular e os Shows incluem 3 palcos de 390 toneladas e 200 pessoas nos bastidores. Só para ser ter uma idéia do que isso reprsenta, as emissões da turnê seriam suficientes para ir e vir ao planeta marte.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Fazenda de gado é desapropriada por danos ambientais
Pela segunda vez no Brasil uma fazenda foi desapropriada por danos ambientais. De acordo com a Constituição, os donos de terras podem ter suas áreas desapropriadas caso não cumpram a função social de prezar pela produtividade, pelo respeito ao meio ambiente, pelo bem-estar dos trabalhadores e pela boa relação entre patrões e empregados. A primeira perda de posse devido o descumprimento das leis ambientais aconteceu no ano passado em uma fazenda de Minas Gerais.
A fazenda de gado Escalada do Norte, que fica em Rio Maria, no sudeste do Pará, e que será destinada a reforma agrária, foi desapropriada devido ao desmatamento ilegal de 174 hectares em áreas de preservação permanente para plantio de pasto.
A relação estreita entre pecuária e desmatamento não é recente, já que a criação de gado é há anos a maior ameaça a floresta Amazônica. Pensando nisso, em 2009, o Greenpeace lançou o relatório “A farra do boi na Amazônia”, que aponta empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e sua relação com produtos comercializados no mercado internacional. Para piorar, mostra como o governo brasileiro, via BNDES, financia toda essa destruição. Assim, os frigoríficos localizados principalmente no Pará e no Mato Grosso recebem dinheiro público para expandir seus negócios incentivando o crescimento da pecuária dentro da Amazônia legal.
De olho nestes crimes, o Ministério Público do Pará processou várias fazendas e o frigorífico Bertin pelo não cumprimento de leis ambientais. Como forma de se adequar a lei, os donos destes estabelecimentos assinaram então com a Justiça do Pará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece que os frigoríficos não irão mais comprar gado de fazendas com desmatamento recentes. Já as fazendas se comprometem em adotar um sistema eletrônico de monitoramento do gado e o cadastramento das propriedades.
A partir da implementação desse critério de desapropriação até então inédito na justiça, o desafio que fica é impedir que os assentados desmatem ainda mais a área, caso não tenham incentivo financeiro e apoio social para a implementação de atividades sustentáveis.
A fazenda de gado Escalada do Norte, que fica em Rio Maria, no sudeste do Pará, e que será destinada a reforma agrária, foi desapropriada devido ao desmatamento ilegal de 174 hectares em áreas de preservação permanente para plantio de pasto.
A relação estreita entre pecuária e desmatamento não é recente, já que a criação de gado é há anos a maior ameaça a floresta Amazônica. Pensando nisso, em 2009, o Greenpeace lançou o relatório “A farra do boi na Amazônia”, que aponta empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e sua relação com produtos comercializados no mercado internacional. Para piorar, mostra como o governo brasileiro, via BNDES, financia toda essa destruição. Assim, os frigoríficos localizados principalmente no Pará e no Mato Grosso recebem dinheiro público para expandir seus negócios incentivando o crescimento da pecuária dentro da Amazônia legal.
De olho nestes crimes, o Ministério Público do Pará processou várias fazendas e o frigorífico Bertin pelo não cumprimento de leis ambientais. Como forma de se adequar a lei, os donos destes estabelecimentos assinaram então com a Justiça do Pará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece que os frigoríficos não irão mais comprar gado de fazendas com desmatamento recentes. Já as fazendas se comprometem em adotar um sistema eletrônico de monitoramento do gado e o cadastramento das propriedades.
A partir da implementação desse critério de desapropriação até então inédito na justiça, o desafio que fica é impedir que os assentados desmatem ainda mais a área, caso não tenham incentivo financeiro e apoio social para a implementação de atividades sustentáveis.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Projeto em defesa da conservação da mata atlântica vai à Teresópolis
A Fundação SOS Mata Atlântica reiniciou em Teresópolis (região serrana fluminense) o projeto A Mata Atlântica É Aqui. Trata-se de uma exposição itinerante que tem objetivo de incentivar a conservação do bioma da região.
O projeto fica na cidade até o próximo domingo (17).
Desde maio do ano passado, a exposição viajou por 40 cidades brasileiras, oferecendo atividades gratuitas e conscientização ambiental, para crianças e adultos.
Entre essas atividades estão palestras, jogos educativos, análise de água, debates, exibição de vídeos, entre outras.
A exposição está instalada na Praça Olímpica de Teresópolis.
No próximo sábado, a partir das 14h, o ator Marcos Palmeira participa do evento, a partir de um bate-papo ambiental para falar sobre a integração do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) com a Fazenda Vale das Palmeiras, que o ator mantém na região serrana, em parceria com o engenheiro agrônomo Aly Ndiaye.
De acordo com a ONG, 93% do território original da mata atlântica já foi devastado.
Fonte: Agência Brasil
Data: 14/1/2010 18:42:47
O projeto fica na cidade até o próximo domingo (17).
Desde maio do ano passado, a exposição viajou por 40 cidades brasileiras, oferecendo atividades gratuitas e conscientização ambiental, para crianças e adultos.
Entre essas atividades estão palestras, jogos educativos, análise de água, debates, exibição de vídeos, entre outras.
A exposição está instalada na Praça Olímpica de Teresópolis.
No próximo sábado, a partir das 14h, o ator Marcos Palmeira participa do evento, a partir de um bate-papo ambiental para falar sobre a integração do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) com a Fazenda Vale das Palmeiras, que o ator mantém na região serrana, em parceria com o engenheiro agrônomo Aly Ndiaye.
De acordo com a ONG, 93% do território original da mata atlântica já foi devastado.
Fonte: Agência Brasil
Data: 14/1/2010 18:42:47
Operação da PF apreende mais de 300 pássaros em Petrópolis
RIO - Policiais federais da Delegacia em Nova Iguaçu e do Posto da PF em Petrópolis prenderam, entre domingo e esta terça-feira, cinco pessoas, autuadas por receptação e crime ambiental, e apreenderam mais de 300 animais durante operação de repressão ao tráfico de aves silvestres.
As investigações mostraram que pessoas em Petrópolis caçavam as aves, repassavam-nas a intermediários, que em seguida as revendiam a interessados da Baixada Fluminense. A operação da PF foi batizada de Sporophila, nome científico da ave conhecida como "pichanchãos", que está em extinsão e compõe a maior parte dos animais apreendidos, além de "bicos de pimenta" e "trinca ferro".
Quase todos os animais encontrados foram devolvidos à natureza, sendo que alguns exemplares foram encaminhados ao IBAMA para verificação das anilhas.
Fonte: O Globo
Data: 13/1/2010 05:46:07
As investigações mostraram que pessoas em Petrópolis caçavam as aves, repassavam-nas a intermediários, que em seguida as revendiam a interessados da Baixada Fluminense. A operação da PF foi batizada de Sporophila, nome científico da ave conhecida como "pichanchãos", que está em extinsão e compõe a maior parte dos animais apreendidos, além de "bicos de pimenta" e "trinca ferro".
Quase todos os animais encontrados foram devolvidos à natureza, sendo que alguns exemplares foram encaminhados ao IBAMA para verificação das anilhas.
Fonte: O Globo
Data: 13/1/2010 05:46:07
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